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TCUacordao

Acórdão TCU 1547/2026 - Plenário

Relator
JHONATAN DE JESUS
Órgão Julgador
Plenário
Julgamento
17/06/2026

Resumo gerado por IA

O Tribunal decidiu que falhas técnicas em revisões contratuais complexas não configuram automaticamente erro grosseiro se os gestores atuarem em ambientes de alta incerteza regulatória e sem prejuízo comprovado ao interesse público. A decisão reforça que a correção de fluxos de caixa e o reescalonamento de investimentos devem priorizar a realidade da execução contratual, em harmonia com os princípios da segurança jurídica e da eficiência previstos no Art. 5º da Lei 14.133/2021. Para a prática administrativa, o entendimento destaca que a responsabilização de agentes públicos (Art. 169) exige a ponderação das dificuldades reais da gestão, validando ajustes contratuais que busquem o equilíbrio econômico-financeiro (Art. 124 e Art. 130) sem formalismos excessivos. Por outro lado, o acórdão alerta que o descumprimento grave de obrigações pela contratada exige fiscalização rigorosa e aplicação de sanções, conforme os artigos 137 e 156 da Nova Lei de Licitações.

Ementa

AUDITORIA DE CONFORMIDADE. PRORROGAÇÕES ANTECIPADAS DE CONTRATOS DE ARRENDAMENTO PORTUÁRIO. IDENTIFICAÇÃO DE ERRO MATERIAL NO FLUXO DE CAIXA DO CONTRATO RELATIVO AO TECON-1 DO PORTO DE SANTOS. CORREÇÃO EM CONJUNTO, COM REESCALONAMENTO DE INVESTIMENTOS SEM AMPLA ATUALIZAÇÃO DOS DADOS DE ENTRADA. AUDIÊNCIA DOS GESTORES. PONDERAÇÃO DAS DIFICULDADES E DOS OBSTÁCULOS ENFRENTADOS PELOS AGENTES EM AMBIENTE DE ALTA COMPLEXIDADE REGULATÓRIA. ANÁLISE DE DADOS REAIS DE EXECUÇÃO COLHIDOS POSTERIORMENTE. AUSÊNCIA DE INDÍCIO DE PREJUÍZO AO INTERESSE PÚBLICO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE ERRO GROSSEIRO. ACOLHIMENTO DAS RAZÕES DE JUSTIFICATIVA. GRAVE DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS POR PARTE DA ARRENDATÁRIA DO TECAR DO PORTO DE ITAGUAÍ. DETERMINAÇÕES. RECOMENDAÇÃO. CIÊNCIA.

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Temas

Contratos Administrativos

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